Teste

25 de setembro de 2009

8546649-927]DivShare File – BARATA MORTA – COMO ASSIM.mp3

Anúncios

Mais que uma disciplina

10 de junho de 2009

Por Fernando Carvalho

Universidade Católica de Brasília integra comunidade de catadores e alunos

Quando uma Universidade encontra em uma comunidade de catadores de lixo, a oportunidade de integrar o corpo acadêmico e universitários, começa então, um trabalho que aparenta ser uma simples metodologia de mais uma disciplina, mas com o passar do anos, se transforma em uma verdadeira ferramenta de divulgação e consciência social para ambos os envolvidos.

Universitários do Curso de Comunicação Social da UCB- descobrem uma maneira de exercer a sua cidadania, constrói uma mobilização social dentro da instituição, que ultrapassa o campus e o torna cidadão. Alunos da disciplina de Agência Exp. de Com. Comunitária, praticam uma verdadeira oficina de cidadania.

A Comunidade Reciclo foi fundamental nesse processo, pois é um exemplo real que a participação da comunidade é um direito e dever de todos. O resultado é um grupo de pessoas com o mesmo propósito transformar catadores de lixo em uma Cooperativa.

Ninguém é descartável

29 de maio de 2009

Por Mario Henrique

Edição: Lídia Mara

Quem nunca ficou aflito por falta de emprego? Quem nunca pensou em “se virar” pra ganhar uma grana “aqui e acolá”? No mundo capitalista da atualidade, é preciso dar os parabéns para os catadores de lixo e de materiais recicláveis. Pessoas que lutam sem parar com o intuito de garantir o pão de cada de dia. Mas será que eles fazem parte da PEA (População Economicamente Ativa)? Quantas políticas públicas existem para melhorar a condição desses trabalhadores?

O fato de não haver contrato de trabalho e pagamento em forma de salário para essa classe trabalhadora, nos permite o questionamento de qual a relação existente entre os trabalhos que os catadores desenvolvem e o capital envolvido que provém das empresas de reciclagens. Assim, fica fácil conhecer melhor essa atividade realizada com esforço e que está diretamente relacionada com a economia do nosso país, direta e indiretamente, afetando a vida de toda a sociedade.

A verdade é que o trabalho do catador é uma atividade árdua e que exige paciência. Paciência com a falta de condição, com o preconceito e com o desleixo do governo.

É preciso refletir sobre as condições econômicas dos catadores. Essa atitude fará com que a sociedade se coloque ao lado daqueles que batalham na busca de atenção por parte das autoridades que direcionam o Brasil.

(Postado por Lídia Mara)

UM LUGAR PARA CHAMAR DE MEU

29 de maio de 2009

Por Raíssa Saraiva e Siula Valentim

Divulgação Caixa Econômica

Divulgação Caixa Econômica

Durante ao menos seis anos, os agentes ambientais da Cooperativa Reciclo moraram próximos ao seu local de trabalho. Além do lixo para reciclagem, dividiam o espaço com a enorme rede elétrica da área, que provocava curtos-circuitos e choques constantes.

“Não é fácil viver aqui”, diz Gervásio de Oliveira, 52 anos, “ a gente mora num lugar em que somos discriminados, vistos como ladrões, invasores”. As mudanças serão muitas. O galpão de trabalho da Cooperativa, por exemplo, vai permanecer em Taguatinga. A comunidade espera assim distanciar a vida doméstica e as crianças do local de separação dos materiais recicláveis. As crianças poderão levar os coleguinhas em casa, sem vergonha de mostrar onde vivem. Para os jovens uma vida com mais conforto e facilidade. Para os adultos, um sonho transformado em realidade. “Eu fico feliz por saber que minha filha Yasmin vai ter oportunidade de morar em uma casa, oportunidade de estudar com mais segurança, de ter um endereço. Sabe assim, pra mim é até difícil dizer, porque eu não tive essa oportunidade”, diz a presidente Jaqueline de Souza.

Mas e a relação da comunidade, como vai ficar? “A gente vê que tem gente que tem de tudo, mas não tem o que temos aqui dentro, que é felicidade no coração de dizer que eu consigo vencer e lutar sem passar por cima de ninguém”, conta Mônica de Souza. As mudanças serão grandes: “a gente é muito humilde, como vai ser com uma casa quentinha, que tem água regular, energia que vamos ter que pagar, telefone dentro de casa, será que a gente vai se acostumar? Para a gente vai ser uma mordomia né?”, pergunta Mônica. A torcida é grande para que a resposta seja sim.

(Postado por Lídia Mara)

O GDF E A CASA PRÓPRIA

29 de maio de 2009
Foto Pamella Jardim

Foto Pamella Jardim

Por Raissa Saraiva e SiulaValentim

A administração de Taguatinga lavou as mãos sobre a derrubada violenta dos barracos da Cooperativa Reciclo em 2006. Mas o GDF não esqueceu a comunidade. Graças ao bom trabalho e organização da cooperativa, em 2007 a Câmara Legislativa aprovou em primeiro turno e regime de urgência um projeto de lei que oficializa a doação aos cooperados de 54 lotes no Riacho Fundo II.

Com financiamento da Caixa Econômica Federal, as casas já foram construídas e estão em processo de finalização: a previsão é de que a comunidade se mude até o fim de junho de 2009. “Já está tudo pronto” – diz Mônica de Souza, 23 anos, secretária da Cooperativa – “ da última vez que fui lá, só faltava colocar as telhas”.

Nem tudo foi tranquilo com a liberação do terreno pelo GDF. A princípio, a comunidade do Riacho Fundo II foi contra a mudança dos agentes ambientais da Reciclo para a cidade-satélite. Além do preconceito contra a profissão dos cooperados, um equívoco do Governo do Distrito Federal foi decisivo nessa primeira rejeição da comunidade local: o terreno doado a cooperativa seria destinado a construção de uma escola pública.

Após muitas conversas e reuniões, o problema foi solucionado e os trabalhadores filiados a cooperativa estão sendo bem recebidos na nova vizinhança. O GDF destinou outro terreno para a obra e agora, tanto as crianças da comunidade Reciclo quanto as do Riacho Fundo II, já podem aproveitar a nova escola.

Mais informações sobre a reunião da Câmara que oficializou a doação do terreno para a Cooperativa Reciclo:

http://www.cl.df.gov.br/cldf/noticias/votacoes-e-atividades-importantes-marcam-atuacao-recente-dos-distritais

(Postado por Lídia Mara)

TOQUE DA CAIXA

27 de maio de 2009
Foto Pamella Jardim

Foto Pamella Jardim

Por Raíssa Saraiva e Siula Valentim

Foi através do trabalho da Pastoral da Evangelização e Construção Social que a Caixa Econômica Federal entrou na vida da Cooperativa Reciclo. Primeiro, veio a parceria para que a Reciclo fosse a primeira cooperativa de reciclagem envolvida no projeto “Coleta Seletiva Solidária Caixa”. Participando do projeto, os cooperados recolhiam cerca de 3,6 toneladas de material reciclável por mês. Nos noves meses iniciais da parceria, a renda das famílias cadastradas na comunidade subiu em torno de 40%.

Mas não é somente com trabalho que a CEF entrou na vida da comunidade. A instituição é a responsável pelo financiamento da sonhada casa própria dos cooperados, através do Projeto Caixa Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM). Como a situação financeira da Reciclo é delicada e instável, os agentes ambientais da Reciclo devem contar com um período de carência no pagamento das prestações. “Ainda não sei direito quando vamos começar a pagar, mas acho que vai ser depois de uns cinco anos”, conta Mônica de Souza, secretária da gestão atual da Reciclo.

Mais informações sobre a “Coleta Seletiva Solidária Caixa”:

http://www1.caixa.gov.br/imprensa/imprensa_release.asp?codigo=6609259&tipo_noticia=13

(Postado por Lídia Mara)

COOPERATIVA COR-DE-ROSA

27 de maio de 2009

Por Raíssa Saraiva e Siula Valentim

Foto Pamella Jardim

Dora nasceu na Bahia. Morava em uma invasão e vendia laranja e pipoca para se sustentar na terra natal. Um dia, ela e a família foram retirados do local onde moravam e mandados para uma área muito distante da capital Salvador. Na nova vizinhança, ficou difícil ganhar a vida. A baiana decidiu então tentar viver na capital federal. Veio de carona, passou a morar numa cabana de plástico em Taguatinga Centro. Não sabia fazer nada, não teve como arrumar um emprego e, para sobreviver, teve que pedir. Com o passar do tempo, Dora se tornou pedinte no Setor Bancário. E um fato mudou totalmente seu futuro. “Uma vez que eu estava lá pedindo e encheu de gente na minha frente falando um monte de coisa. Nesse dia eu ergui a minha cabeça e pedi a Deus que me tirasse daquela situação, porque aquilo não era vida”, conta emocionada. Alguém ouviu a súplica da moça. Ela foi indicada para trabalhar num restaurante. O trabalho não era fichado, Dora pulou de emprego em emprego. Mas tinha um trabalho, uma vida um pouco melhor. Foi então que ela chegou ao terreno no Pistão Sul de Taguatinga, próximo ao metrô. Não havia ninguém, só a sua família. Dora e os parentes começaram a catar e vender latinhas. Depois passaram a recolher também papelão. “Comecei a trabalhar na carroça, e falei, sabe de uma coisa vou trabalhar na carroça porque dá futuro”, diz. Estava ali a pedra fundamental da futura Cooperativa Reciclo. Aos 54 anos, Dora atualmente é responsável pela cozinha comunitária da comunidade. Além deste, tem outro cargo muito importante: é mãe das atuais presidente e secretária da Cooperativa. Histórias de batalhas femininas como a de Dora são comuns na comunidade da Cooperativa Reciclo. Dos 65 moradores adultos da região, 40 são mulheres. A atual gestão da presidência da Reciclo é toda composta por elas. Mas isso está para mudar: no próximo grupo de coordenação, um homem será o responsável pela tesouraria da cooperativa.

Foto: Pamela Jardim

(Postado por Lídia Mara)

Documentário sobre catadores abre mostra “Social em movimentos”

26 de maio de 2009
zona

Quem estiver no CineTeatro Sesc Presidente Dutra (Setor Comercial Sul, Quadra 2, Bloco C) na noite desta terça-feira poderá aproveitar a rara oportunidade de se surpreender com a força das imagens de um documentário mudo, em preto e branco, que mostra a pobreza de Paris no início do século passado. Em “A zona, no país dos catadores” (La zone, au pays des chiffonniers, 1928), o diretor Georges Lacombe faz um ensaio sob forma de crítica social sobre o cotidiano dos catadores de lixo que perambulavam pela capital francesa em busca de sobrevivência. O documentário que mostra o trabalho de recuperação do lixo no mercado de pulgas de Clignancourt será exibido hoje, às 18h30, na abertura da mostra “Social em movimentos 2009 – França em foco”. O evento acontece até sábado com entrada franca. Programação completa no site: www.socialemmovimentos.net. (Postado por Marlon Maciel/Foto: Divulgação)

A COMUNIDADE E A COOPERATIVA

25 de maio de 2009

Os vários caminhos percorridos pela Cooperativa Reciclo

Por Raíssa Saraiva e Siula Valentim

Foto: Pamella Jardim

Foto: Pamella Jardim

No começo era apenas uma multidão. Ninguém se conhecia, ninguém ficava muito tempo no mesmo lugar. Barracos mudavam de dono constantemente. Derrubadas, duas, três vezes por semana. De repente, alguns decidiram ficar. Pediam esmolas, passavam fome. Mas a força e a vontade de mudar eram maiores que o sofrimento.

Num domingo do ano de 2003, tudo mudou. A Pastoral da Evangelização e Construção Social, ligada à Paróquia Nossa Senhora Auxiliadora foi visitar a recém-formada comunidade. Eram sete famílias. Os rostos tornaram-se conhecidos. Os ex-nômades fincaram terreno. Vínculos de amizade formaram um grupo. A Pastoral os levou para conhecer a Cooperativa 100 Dimensão, que sobrevivia da coleta de material reciclável. A partir daí, a história sofrida começou a mudar de rumo. E esses vitoriosos, hoje, têm mais do que jamais pensaram ter.

A história da cooperativa começou quase que por acaso é verdade. Mas não é por acaso que ela continua. “Na 100 Dimensão vimos o que era reciclável, qual material era vendido, como era selecionado. A gente aprendeu muita coisa. Foi aí que a gente entendeu que deveria ajudar um ao outro”, diz a atual presidente da cooperativa, Jaqueline de Souza, 21 anos. Atualmente a Reciclo conta com 60 cooperados. A comunidade, entretanto, é muito maior: um total de 65 adultos e 90 crianças. E mesmo com todas as vitórias conseguidas, a luta continua difícil.

No fim de 2006, as famílias da Reciclo (que se firmou legalmente como cooperativa em 2007) passaram por uma de suas provas mais duras: os barracos foram derrubados e os moradores foram reprimidos pelo Batalhão de Operações Especiais – BOPE. Depois de sofrerem com muita confusão e violência, ainda que a maioria da comunidade seja formada por mulheres e crianças, eles se reergueram e conseguiram autorização para proteger suas moradias. Hoje, os barracos da comunidade não podem mais ser derrubados. Mas nem é mais preciso se preocupar com isso: em breve eles nem estarão mais lá.

Mais informações sobre a violenta derrubada dos barracos em 2006: http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2006/12/368551.shtml

(Postado por Lídia Mara)

Campanha de arrecadação de alimentos na IX Secomunica

25 de maio de 2009

secomunica

A partir de amanhã, alunos de Comunicação da Católica promoverão uma campanha para arrecadação solidária de alimentos para a comunidade Reciclo. Colaborações com a causa podem ser feitas com a doção dos seguintes alimentos: feijão, arroz, óleo e leite (longa vida). A caixa de coleta ficará no Bloco K do Campus I da UCB, em Taguatinga, durante toda a IX Semana da Comunicação, que acontece até sexta-feira. (Postado por Marlon Maciel)